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sábado, 15 de setembro de 2012

Ufa!

Por Pedro Lucas Amim


60 dias. Esse foi o tempo que o América ficou sem vencer em seus domínios nessa Série B 2012. Desde 17 de julho quando havia vencido o Guaratinguetá na bacia das almas por 2x1, o Coelho não sabia o que era ganhar dentro de casa. Foram 7 jogos seguidos amargando 4 derrotas e 3 empates diante da torcida até a vitória de ontem sobre o Avaí. Durante esse tempo, o time mineiro chegou a vencer 3 jogos fora, sendo que em um deles aplicou uma sonora goleada por 4x0 no vice líder Criciúma, vencendo os catarinenses com autoridade.

E foi essa goleada que reavivou a chama da esperança no torcedor americano, que logo em seguida se frustrou ao ver a equipe sofrer 5 gols e perder mais uma no Gigante do Horto, dessa vez para o São Caetano.

Foi depois desse balde de água fria que 604 heróis foram apoiar o Coelho numa noite de sexta feira. E eles  voltaram pra casa satisfeitos pelo resultado porque o futebol apresentado pelo América foi digno de dó. Com uma equipe completamente perdida em campo o time alviverde teve de superar as deficiências técnicas  e táticas por meio de muita raça e chutões pra onde o nariz apontasse. 

A equipe de Mauro Fernandes mesmo com 3 volantes no meio campo não conseguia reter a bola em seu domínio e muito menos marcar o time do Avaí, que chegava com muita facilidade a área americana. Nos primeiros 15 minutos a equipe catarinense teve pelo menos 3 chances de abrir o placar e não o fez por pura incompetência. E como prega o velho ditado futebolístico "Quem não faz leva", o América aproveitou sua chance e marcou. Depois de recuperar uma bola no meio, Ewerthon, atacante experiente ex Corinthians e Palmeiras, que entrou no lugar de Fabio Jr machucado, lançou Boiadeiro que cruzou com perfeição para o cabeceio de Alessandro. Parece que o atacante americano finalmente desencantou, prova disso é que nos últimos 3 jogos ele foi responsável por 5 dos 7 gols marcados pela equipe.

Depois do gol o jogo ficou mais equilibrado até o fim do primeiro tempo. Porém na segunda etapa o Avaí foi pra cima de qualquer maneira, e o Coelho aceitou a pressão. Mauro Fernandes recuou muito o time e chamou o Leão catarinense para o jogo. O meio campo não saia bem com a bola e as laterais, problema crônico no América, eram nulas. Jogadores como Bryan, Leandro Ferreira e Agenor tem de repensar o futebol que estão praticando imediatamente. Mas o treinador Mauro Fernandes também precisa se explicar. A pressão sofrida pelo Coelho no segundo tempo foi algo descomunal. E por mais que o resultado tenha vindo, essa postura tem que ser mudada em jogos dentro de casa. Não existe razão pra escalar 3 volantes no meio campo se o time não consegue marcar sobre pressão e muito menos criar contra o time adversário. O América tem de impor o seu ritmo de jogo no seu estádio e não pode se acuar da maneira que aconteceu ontem. O time catarinense teve inúmeras chances mas não conseguiu converter em gol, principalmente pela boa partida da dupla de zaga americana, Gabriel e Everton Luiz. As poucas oportunidades do Coelho no segundo tempo foram contra-ataques puxados pelo veloz Ewerthon, que em um desses lances, acabou expulso por supostamente simular um pênalti. O jogador já tinha um amarelo também fruto de uma simulação e vai acabar desfalcando o Coelho na próxima rodada.

Mas depois de causar muitos sustos na torcida, o América saiu do Independência feliz com os 3 pontos conquistados. Foi um triunfo para lavar a alma e acabar com o esse incômodo jejum de vitórias em seus domínios. Agora o momento é de afirmação. O Coelho terá a chance de acabar com a irregularidade das 
últimas rodadas e voltar de vez a briga pelo acesso. As próximas duas partidas serão com dois dos quatro piores times da competição, Bragantino e Barueri, e essa é a grande oportunidade da equipe provar que merece uma vaga no G4.

O próximo compromisso já é na terça-feira contra o Bragantino em Bragança Paulista. Será que agora o Coelho vai voltar o trilhar o caminho das vitórias nessa Serie B? Vamos esperar para ver...

domingo, 19 de agosto de 2012

Refém do amadorismo

Por Pedro Lucas Amim


O América comemora o seu centenário em 2012 e dentre outras ações de marketing fez ressurgir uma camisa vermelha esquecida no passado. Usada na década de 30, era uma camisa que servia como protesto em relação a implantação do profissionalismo no futebol brasileiro, ou seja, era um símbolo do amor ao esporte mas também um símbolo do amadorismo.

E é exatamente esse amadorismo que parece não largar o América de jeito nenhum.  Nesse Brasileiro da Série B de 2012 o clube teve tudo para estar em uma posição tranquila entre os 4 primeiros colocados. Tinha somado 25 pontos em 11 jogos e ia ter uma sequência hipoteticamente fácil para o restante do turno. Porém a escassez de bom valores no elenco e a demora para se tomar providências fez com que o Coelho somasse 5 pontos nos últimos 7 jogos. A vaga no G4 que parecia garantida fica cada vez mais distante com o futebol apresentado e pela omissão da diretoria.

Omissão e passividade que podem ser observadas no momento em que ao demitir o técnico Givanildo, um substituto a altura para o cargo não foi procurado. Efetivar o treinador dos juniores Milagres no comando técnico americano só demonstra o quanto o amadorismo teima em estar presente na trajetória alviverde.  A Série B é um campeonato em que testes não devem ser feitos,  e colocar Milagres para estrear como profissional logo no ano do centenário e num momento tão conturbado da equipe no campeonato demonstra que o América não quer crescer.

E na sexta feira em jogo contra o xará de Natal ficou muito claro que se não ocorrerem mudanças drásticas tanto no elenco como na postura da diretoria americana o América sequer irá disputar uma vaga no G4. Com um time desorganizado em campo o Coelho abusou em perder chances e foi castigado com um empate ruim dentro de casa. Já são 4 jogos sem vencer em seus domínios.
Durante o jogo, o comandante Milagres se mostrou ainda imaturo para o cargo de treinador ao falhar nas substituições feitas na segunda etapa. Teimou em manter inexplicavelmente o atacante Fábio Jr. que definitivamente não pode mais atuar por 90 minutos no time. O outrora ídolo americano não passa de mera figura dentro de campo no ano de 2012 e está merecendo muito ser chamado de “poste” pelos torcedores.  Mas Fábio Jr. está longe de ser o único problema americano, pois o time sofre muito com a falta de laterais de qualidade, de um camisa 10 que chame a responsabilidade do jogo e principalmente do preparo físico que está abaixo do esperado. Após os 30 minutos do 2º tempo o time alviverde simplesmente inexiste em campo e é incapaz de impor uma pressão sobre o adversário. Além disso tudo existem jogadores que não merecem vestir a tradicional camisa americana, casos de Thiaguinho, Pará, Gláuber, Júnior Timbó e Romão. 

Mas o grande problema é que esses jogadores sempre foram fracos. A culpa é na verdade de quem contratou tais profissionais para vestirem o manto verde negro.  A diretoria americana que prefere gastar o dinheiro de um bom jogador em 5 pernas de pau é a grande culpada por tudo isso. É a famosa economia porca, o que demonstra tamanha incompetência e o já citado amadorismo de uma equipe que tem como diretor de futebol um ex-bandeirinha.
Jair Albano, ex bandeirinha e atual Gerente de Futebol do América, resquício do amadorismo que ronda o Coelho em sua história

É certo que restam 20 jogos para o término do campeonato e ainda há tempo para recuperação. Mas a inércia presente no América tem que acabar imediatamente ou então o clube e a torcida terão que se contentar em amargar uma posição mediana na tabela de classificação da Série B em pleno ano do centenário.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Valeu pelos 3 pontos

Por Pedro Lucas Amim




O América venceu na última terça feira, sua 6ª partida na Série B em 8 rodadas e vai dormir líder enquanto a rodada não termina. Porém o que se viu da equipe  contra o lanterna Barueri, foi um futebol abaixo do esperado. Pra falar a verdade, o América só vem demonstrando força no campeonato quando joga em casa. Das 5 partidas disputadas fora, jogou bem apenas contra o Ceará.

O Jogo

Com um público pífio, o Barueri do técnico Estevam Soares e de jogadores conhecidos como Jobson, Marcelinho Paraíba e Ronaldo Angelim, mostrou porque ocupa a lanterna do campeonato. É um time sem conjunto, displicente e que se continuar nesse ritmo é candidatíssimo ao rebaixamento. Já o América, mais uma vez, foi extremamente defensivo ao jogar fora de seus domínios. Givanildo Oliveira continua insistindo em jogadores que não vem rendendo a tempos, como Fábio Jr. e Bryan. Na primeira etapa a equipe americana não conseguiu trocar mais do que 5 passes com um meio campo totalmente desfigurado. Talvez isso tenha sido reflexo da ausência de Gilberto, suspenso por cartão amarelo e que deu lugar a Thiaguinho que não jogou bem.

O segundo tempo começou e nada mudou. Givanildo não modificou o time e o América continuou acuado, com o Barueri mantendo a posse de bola, mas sem levar muito perigo. Porém aos poucos o time verde negro começou a colocar a bola no chão e com 5 minutos de lucidez surgiu uma boa chance para o gol. Falta na entrada da área cobrada por Rodriguinho para Bryan, que escorou de cabeça para a finalização de Thiaguinho. Gol chorado e o placar apontava América 1x0 aos 14 minutos. A partir daí foi só sofrimento para os torcedores americanos. Marcelinho Paraíba levava perigo nas bolas paradas obrigando Neneca a fazer boas defesas. O time mineiro não tinha contra ataque porque Fábio Jr. não conseguia sequer dominar uma bola no ataque, muito em razão do meio campo que não saía jogando com rapidez. Além disso, os laterais estavam presos na defesa por orientação clara do treinador. Entraram Agenor e Alessandro em campo e tudo continuou da mesma forma até porque Givanildo, inexplicavelmente manteve Fábio Jr no time.


Apesar dos contratempos o Coelho conseguiu segurar a vitória até o final faturando 3 pontos fundamentais. Agora, dos 64 pontos necessários para o acesso o América tem 19 restando 30 jogos.

O próximo compromisso é dia 07/07 no Estádio Indepêndencia contra o Atlético PR que não vem bem na competição, mas mesmo assim é uma parada torta, ainda mais se o time de Givanildo Oliveira repetir a fraquíssima apresentação de anteontem.