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sábado, 6 de julho de 2013

Copa das Confederações ou das Manifestações?

Por Roberto Rodrigues
e Pedro Lucas Amim

No mês de junho as manifestações que implodiram durante a Copa das Confederações tiveram maior impacto do que o próprio torneio sediado pelo Brasil. Mas será que isso foi apenas obra do acaso? Será que os gastos absurdos em estádios monumentais somada as imposições absurdas da FIFA e do descaso do governo com outras áreas não motivaram essa revolta geral? Qual será o legado deixado por essas competições além dos monumentais estádios (vários com grandes chances de e tornar elefantes brancos)?

O Sem Firula F.C. comenta futebol, mas como nós enxergamos esse esporte como um movimento cultural muito além do discurso batido dos "22 marmanjos correndo atrás de uma bola", decidimos montar um infográfico explicativo e com dados fornecidos pelo nosso governo por meio do site Portal da Transparênciapara ver se existe pelo menos algum motivo pra tanta revolta. Foram levadas em conta as 3 primeiras cidades em que os estádios ficaram prontos para funcionamento.Análise o infográfico abaixo e tire sua próprias conclusões.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A hora do 'fatality' atleticano é agora

Por Pedro Lucas Amim

"Hoje é dia de decisão para o Galo na Libertadores da América". Essa frase pode ser considerada um absurdo considerando o fato de que o Atlético já assegurou a melhor campanha na fase de grupos da competição e que essa etapa foi atingida tranquilamente pelo alvinegro. Afinal, porque o jogo da sexta e última rodada, contra um time praticamente eliminado, e com o Galo nessa posição privilegiada haveria de ser uma decisão para o time mineiro?

A resposta é simples: a equipe moribunda e que duelará com os atleticanos é nada mais nada menos que o São Paulo, 6 vezes finalista da Libertadores (ganhou 3) e por 3 vezes campeão do mundo. E somando-se a isso, o fato de que caso saia derrotado do Morumbi, o Galo tem enormes chances de enfrentar o próprio tricolor paulista nas oitavas de final, já que no outro jogo do grupo acontecerá outro duelo decisivo entre Arsenal e The Strongest na Argentina em que ambos têm chances de classificação. Por isso é bem provável que o time boliviano não saia vitorioso, já que o Arsenal jogará a vida dentro de casa e o retrospecto do Strongest fora de seus domínios é pífio (pra se ter uma ideia, o último triunfo fora de casa do time boliviano na Libertadores foi em 1982. Já são 21 derrotas seguidas no torneio em jogos fora de casa).

Emoção é o que não falta nessa rodada derradeira do Grupo 3. Até a possibilidade de um sorteio de desempate acontecer entre São Paulo e The Strongest não é descartada (para isso basta que o jogo entre os brasileiros fique 2x1 para os paulistas e que o jogo da Argentina fique no 1x1. Assim, SPFC e Strongest ficariam empatados em todos os critérios de desempate). As possibilidades são inúmeras. Só o galo está garantido. E só no caso de uma vitória dos bolivianos é possível que o adversário do Galo nas oitavas não seja do próprio grupo 3.

É notório que tantas combinações deixam a cabeça de quem está lendo esse texto um pouco confusa. A conta da classificação para São Paulo, Arsenal e The Strongest também é um tanto quanto complicada.

Porém a missão do Galo é bastante simples: basta um empate para dar um 'fatality' nesse papa-títulos que é o SPFC. Se o resultado de hoje às 22h no Morumbi for igual para Atlético e São Paulo o time alvinegro eliminará o tricolor paulista e não permitirá que um gigante sul-americano saia de seu sono profundo no torneio.

Essa meta deve ser prioridade no elenco alvinegro e esse jogo deve sim ser tratado como decisão. Afinal é muito melhor encarar numa fase de mata-mata um time de pouca expressão e camisa (e até mesmo mais fraco tecnicamente, casos de Arsenal e The Strongest) no continente do que um grande clube do futebol brasileiro e internacional. E para isso acontecer o Galo tem que se impor como fez no primeiro duelo do ano, na técnica e na malandragem. E é melhor não deixar pra fazer isso na próxima fase...


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Derrota nem tão amarga

Por Pedro Lucas Amim

Depois de dois anos e meio praticamente jogados no lixo, a seleção brasileira corre contra o tempo para conseguir o que seria seu sexto título de copa do mundo, porém desta vez jogando ao lado de sua torcida.

E analisando a estreia de Felipão no comando do time canarinho podemos ficar esperançosos, mesmo com o resultado adverso (derrota de 2x1 para a Inglaterra). Como há muito não se via, o time brasileiro se portou bem disposto taticamente e criou muitas jogadas de perigo. Oscar foi o destaque da nossa seleção contra o time inglês, que possui um fortíssimo meio campo composto por Wilshere, Gerrard, Cleverley e Walcott. Esse último por sinal fez uma excelente partida e deitou e rolou pra cima do lateral esquerdo Adriano.

Foi este forte meio campo inglês que "engoliu" o time canarinho. Tocando a bola com rapidez os ingleses se infiltravam com facilidade na defesa brasileira. Isso acontecia pois Ramires e Paulinho não fizeram uma boa partida defensivamente,coisa absolutamente normal, visto que essa é a primeira partida da seleção com um novo comandante.
R10 após perder pênalti

Mas alguns jogadores do Brasil deixaram muito a desejar. Ronaldinho Gaúcho que completou o centésimo jogo com a camisa verde amarela decepcionou mais uma vez na seleção. Não apenas pelo pênalti que ele perdeu aos 18 minutos da primeira etapa quando o placar ainda apontava 0x0, mas principalmente pela postura de R10 em campo. Nervoso e afobado, Ronaldinho errou muitos passes e abusou dos lançamentos que quase sempre deram em nada. O jogador já desperdiçou sua primeira chance e se continuar nesse ritmo não chegará nem mesmo a disputar a Copa das Confederações. Além de Ronaldinho, Neymar também está devendo. O jogador santista demonstra potencial mas ele precisa se soltar para render na seleção o que ele rende no alvinegro da Vila Belmiro.

Outro veterano também desapontou. Luis Fabiano pouco tocou na bola e quando o fez, errou tudo aquilo que tentou. Definitivamente, Fred é a melhor opção para o ataque brasileiro, e o camisa 9 do Fluminense mostrou isso ao marcar o gol de empate e acertar a trave com apenas 4 minutos dentro de campo.

Mas em um contexto geral vemos que Luiz Felipe Scolari está centrado em montar uma equipe. A base da seleção já parece se desenhar, coisa que não aconteceu com Mano Menezes. Como exemplo, podemos analisar a posição de goleiro a qual Mano durante mais de dois anos não conseguiu definir seu titular. Depois do amistoso desta quarta-feira, vemos que Júlio César parece decidido a recuperar a sua posição.

Apesar da derrota por 2x1 nesse amistoso o que incomodava na seleção de Mano Menezes já não incomoda mais. Tudo indica que Felipão não vai perder tempo e vai dar a chance para os melhores conseguirem sua vaga para a Copa do Mundo. Isso somado a uma leitura tática muito superior em comparação ao seu antecessor no cargo de treinador da seleção mais vitoriosa de todos os tempos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Ufa!

Por Pedro Lucas Amim


60 dias. Esse foi o tempo que o América ficou sem vencer em seus domínios nessa Série B 2012. Desde 17 de julho quando havia vencido o Guaratinguetá na bacia das almas por 2x1, o Coelho não sabia o que era ganhar dentro de casa. Foram 7 jogos seguidos amargando 4 derrotas e 3 empates diante da torcida até a vitória de ontem sobre o Avaí. Durante esse tempo, o time mineiro chegou a vencer 3 jogos fora, sendo que em um deles aplicou uma sonora goleada por 4x0 no vice líder Criciúma, vencendo os catarinenses com autoridade.

E foi essa goleada que reavivou a chama da esperança no torcedor americano, que logo em seguida se frustrou ao ver a equipe sofrer 5 gols e perder mais uma no Gigante do Horto, dessa vez para o São Caetano.

Foi depois desse balde de água fria que 604 heróis foram apoiar o Coelho numa noite de sexta feira. E eles  voltaram pra casa satisfeitos pelo resultado porque o futebol apresentado pelo América foi digno de dó. Com uma equipe completamente perdida em campo o time alviverde teve de superar as deficiências técnicas  e táticas por meio de muita raça e chutões pra onde o nariz apontasse. 

A equipe de Mauro Fernandes mesmo com 3 volantes no meio campo não conseguia reter a bola em seu domínio e muito menos marcar o time do Avaí, que chegava com muita facilidade a área americana. Nos primeiros 15 minutos a equipe catarinense teve pelo menos 3 chances de abrir o placar e não o fez por pura incompetência. E como prega o velho ditado futebolístico "Quem não faz leva", o América aproveitou sua chance e marcou. Depois de recuperar uma bola no meio, Ewerthon, atacante experiente ex Corinthians e Palmeiras, que entrou no lugar de Fabio Jr machucado, lançou Boiadeiro que cruzou com perfeição para o cabeceio de Alessandro. Parece que o atacante americano finalmente desencantou, prova disso é que nos últimos 3 jogos ele foi responsável por 5 dos 7 gols marcados pela equipe.

Depois do gol o jogo ficou mais equilibrado até o fim do primeiro tempo. Porém na segunda etapa o Avaí foi pra cima de qualquer maneira, e o Coelho aceitou a pressão. Mauro Fernandes recuou muito o time e chamou o Leão catarinense para o jogo. O meio campo não saia bem com a bola e as laterais, problema crônico no América, eram nulas. Jogadores como Bryan, Leandro Ferreira e Agenor tem de repensar o futebol que estão praticando imediatamente. Mas o treinador Mauro Fernandes também precisa se explicar. A pressão sofrida pelo Coelho no segundo tempo foi algo descomunal. E por mais que o resultado tenha vindo, essa postura tem que ser mudada em jogos dentro de casa. Não existe razão pra escalar 3 volantes no meio campo se o time não consegue marcar sobre pressão e muito menos criar contra o time adversário. O América tem de impor o seu ritmo de jogo no seu estádio e não pode se acuar da maneira que aconteceu ontem. O time catarinense teve inúmeras chances mas não conseguiu converter em gol, principalmente pela boa partida da dupla de zaga americana, Gabriel e Everton Luiz. As poucas oportunidades do Coelho no segundo tempo foram contra-ataques puxados pelo veloz Ewerthon, que em um desses lances, acabou expulso por supostamente simular um pênalti. O jogador já tinha um amarelo também fruto de uma simulação e vai acabar desfalcando o Coelho na próxima rodada.

Mas depois de causar muitos sustos na torcida, o América saiu do Independência feliz com os 3 pontos conquistados. Foi um triunfo para lavar a alma e acabar com o esse incômodo jejum de vitórias em seus domínios. Agora o momento é de afirmação. O Coelho terá a chance de acabar com a irregularidade das 
últimas rodadas e voltar de vez a briga pelo acesso. As próximas duas partidas serão com dois dos quatro piores times da competição, Bragantino e Barueri, e essa é a grande oportunidade da equipe provar que merece uma vaga no G4.

O próximo compromisso já é na terça-feira contra o Bragantino em Bragança Paulista. Será que agora o Coelho vai voltar o trilhar o caminho das vitórias nessa Serie B? Vamos esperar para ver...

domingo, 2 de setembro de 2012

Sinal de alerta ligado

Por Pedro Lucas Amim

Depois de 21 rodadas de Campeonato Brasileiro, o Atlético continua na liderança da competição mesmo com uma partida a menos do que seus concorrentes ao caneco. Já são 15 rodadas consecutivas no topo da tabela, o que demonstra que o time alvinegro não está para brincadeira nesse Brasileirão. Porém, o rendimento excepcional do primeiro turno caiu naturalmente, e não vem sendo repetido nessas 2 primeiras partidas da segunda metade do torneio. Já são 3 jogos sem vitórias sendo que nas últimas 5 partidas o Galo somou apenas 6 pontos, aproveitamento baixo pra quem quer ser campeão. 

Mas deixando a matemática de lado, futebolisticamente falando, o momento ainda não é para se desesperar. Hoje, contra um forte Corinthians no Pacaembu, o Galo se mostrou um time maduro taticamente e com  jogadores de técnica muito apurada. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, parece ter reencontrado de vez o bom futebol que havia sumido no Flamengo. 

Com um time bastante equilibrado em campo, a equipe mineira teve oportunidades de sair com um placar favorável em um primeiro tempo bastante estudado por ambos os times e com um Atlético um pouco mais superior do que o Corinthians na partida. Corinthians que se preocupou bastante na marcação principalmente pelo lado direito do Galo que tinha Marcos Rocha sempre perigoso e que foi seguido de perto por Fábio Santos. Ainda na primeira etapa, Tite percebeu que a marcação do Atlético anulava seu meio campo e inverteu as posições de Douglas e Danilo em campo.

Na volta para o segundo tempo essa modificação de Tite surtiu efeito. Danilo começou a trabalhar bem pelo lado esquerdo do ataque corinthiano e o time paulista começava a tomar gosto pelo jogo. A marcação atleticana afrouxou principalmente pelo lado direito e a pressão se tornou insustentável. Aos 18 minutos em falha de Réver o Corinthians abriu o marcador com Paulo André de cabeça após cobrança de escanteio de Douglas. Depois do gol, o Galo se perdeu em campo e o Corinthians só não ampliou o marcador pois perdeu boas chances e teve um pênalti claro ignorado pelo juiz. Porém, um fato mudou o rumo da partida. Émerson foi expulso aos 31 e Cuca colocou o time pra frente. Guilherme, Berola e Escudero, 3 jogadores ofensivos entraram em campo nos lugares de Jô, Marcos Rocha e Leandro Donizete, respectivamente. O zagueiro Leonardo Silva virou atacante e o Galo buscava o empate de todas as formas. Mesmo assim, o Corinthians se fechou como pôde, e a equipe das Minas Gerais não conseguiu furar o bloqueio paulista. Quando, enfim, conseguiu balançar as redes, o jogo já estava parado, pois o árbitro já havia marcado, corretamente, falta de Leonardo Silva em Fábio Santos.

Depois de muita cera corinthiana e uma expulsão infantil de Júnior César, o jogo terminou, e o Galo sentiu o gosto amargo da derrota pela segunda vez no Brasileiro.

O que é preciso mudar é o discurso atleticano. Kalil, Cuca e os jogadores atleticanos mais uma vez culparam a arbitragem, sem razão, e transferiram a responsabilidade pela derrota. Erros acontecem para os dois lados, e na partida de hoje, se algum time pode reclamar da arbitragem, esse time é o Corinthians, que teve um pênalti claro não marcado, além de a expulsão de Émerson ser, no mínimo, discutível. É até chato repetir, mas é hora novamente de Kalil parar de nos brindar com suas besteiras e trabalhar para fazer desse forte time atleticano um time Campeão Brasileiro (já comentei sobre Kalil no post "Valeu mais do que um ponto"). O sinal de alerta tem de estar ligado, pois o segundo turno está só no começo e é hora de voltar a somar 3 pontos em uma partida. E a vitória tem de vir contra o Bahia, pois a "gordura" acabou e os adversários encostaram.


domingo, 19 de agosto de 2012

Refém do amadorismo

Por Pedro Lucas Amim


O América comemora o seu centenário em 2012 e dentre outras ações de marketing fez ressurgir uma camisa vermelha esquecida no passado. Usada na década de 30, era uma camisa que servia como protesto em relação a implantação do profissionalismo no futebol brasileiro, ou seja, era um símbolo do amor ao esporte mas também um símbolo do amadorismo.

E é exatamente esse amadorismo que parece não largar o América de jeito nenhum.  Nesse Brasileiro da Série B de 2012 o clube teve tudo para estar em uma posição tranquila entre os 4 primeiros colocados. Tinha somado 25 pontos em 11 jogos e ia ter uma sequência hipoteticamente fácil para o restante do turno. Porém a escassez de bom valores no elenco e a demora para se tomar providências fez com que o Coelho somasse 5 pontos nos últimos 7 jogos. A vaga no G4 que parecia garantida fica cada vez mais distante com o futebol apresentado e pela omissão da diretoria.

Omissão e passividade que podem ser observadas no momento em que ao demitir o técnico Givanildo, um substituto a altura para o cargo não foi procurado. Efetivar o treinador dos juniores Milagres no comando técnico americano só demonstra o quanto o amadorismo teima em estar presente na trajetória alviverde.  A Série B é um campeonato em que testes não devem ser feitos,  e colocar Milagres para estrear como profissional logo no ano do centenário e num momento tão conturbado da equipe no campeonato demonstra que o América não quer crescer.

E na sexta feira em jogo contra o xará de Natal ficou muito claro que se não ocorrerem mudanças drásticas tanto no elenco como na postura da diretoria americana o América sequer irá disputar uma vaga no G4. Com um time desorganizado em campo o Coelho abusou em perder chances e foi castigado com um empate ruim dentro de casa. Já são 4 jogos sem vencer em seus domínios.
Durante o jogo, o comandante Milagres se mostrou ainda imaturo para o cargo de treinador ao falhar nas substituições feitas na segunda etapa. Teimou em manter inexplicavelmente o atacante Fábio Jr. que definitivamente não pode mais atuar por 90 minutos no time. O outrora ídolo americano não passa de mera figura dentro de campo no ano de 2012 e está merecendo muito ser chamado de “poste” pelos torcedores.  Mas Fábio Jr. está longe de ser o único problema americano, pois o time sofre muito com a falta de laterais de qualidade, de um camisa 10 que chame a responsabilidade do jogo e principalmente do preparo físico que está abaixo do esperado. Após os 30 minutos do 2º tempo o time alviverde simplesmente inexiste em campo e é incapaz de impor uma pressão sobre o adversário. Além disso tudo existem jogadores que não merecem vestir a tradicional camisa americana, casos de Thiaguinho, Pará, Gláuber, Júnior Timbó e Romão. 

Mas o grande problema é que esses jogadores sempre foram fracos. A culpa é na verdade de quem contratou tais profissionais para vestirem o manto verde negro.  A diretoria americana que prefere gastar o dinheiro de um bom jogador em 5 pernas de pau é a grande culpada por tudo isso. É a famosa economia porca, o que demonstra tamanha incompetência e o já citado amadorismo de uma equipe que tem como diretor de futebol um ex-bandeirinha.
Jair Albano, ex bandeirinha e atual Gerente de Futebol do América, resquício do amadorismo que ronda o Coelho em sua história

É certo que restam 20 jogos para o término do campeonato e ainda há tempo para recuperação. Mas a inércia presente no América tem que acabar imediatamente ou então o clube e a torcida terão que se contentar em amargar uma posição mediana na tabela de classificação da Série B em pleno ano do centenário.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Mais Querido

Por Pedro Lucas Amim

Clube de Regatas do Flamengo, o time de maior torcida no Brasil e que por sua imensa popularidade é conhecido como "O Mais Querido". Só a frase anterior já demonstra o tamanho da grandeza da equipe carioca, que juntamente com o Corinthians, é o time que mais recebe dinheiro das cotas de Televisão Aberta. Com uma verba astronômica e uma torcida que é grande e consome produtos, o Flamengo com certeza disputa o Brasileiro 2012 em busca do hepta, certo? Errado.

Atrasos de salários constantes, falta de comunicação entre diretoria e jogadores, desorganização total nos bastidores, brigas internas e uma estrutura aquém do esperado para um clube de grande porte. Tudo isso contribui para a turbulência que é uma constante no Flamengo há muito tempo. Mesmo em 2009 quando conquistou o Brasileirão o rubro negro vivia um momento instável. Nesse ano a instabilidade reflete na campanha da equipe, que somou 16 pontos e ocupa a 13ª posição na tabela após 13 partidas. Mas espera aí, 13 partidas? Que eu me lembre no último final de semana tivemos a 14ª rodada do campeonato, ou me enganei? Não, não houve engano. Flamengo e o líder Atlético MG têm um jogo a menos dos demais concorrentes pois a partida que seria no Sábado (04/08) foi adiada, mas qual o porquê disso?

A resposta oficial é a de que as condições do gramado do Engenhão não eram as melhores e que uma interdição deveria ser feita para preservar a grama do estádio. O grande Flamengo foi à CBF, ali mesmo na Cidade Maravilhosa, e pediu solenemente o adiamento da partida. A CBF não pensou duas vezes e logo acatou o desejo do Mais Querido, que coincidentemente acabara de trocar de treinador e vinha de uma derrota acachapante, 4x1 para o São Paulo no Morumbi. Para piorar a situação, logo depois de um revés como esse, o rubro-negro com treinador novo e time esfacelado iria pegar de cara o líder do campeonato. Seria uma mera coincidência o adiamento desse confronto? Muito provavelmente não.
Dorival Jr, novo técnico do Fla

Como vinha mal, a derrota para o líder era iminente, e com um treinador novo no comando o Flamengo precisava de tempo. E foi exatamente isso que a Confederação que rege o futebol no Brasil concedeu ao clube carioca. Uma espécie de inter temporada no meio da competição para colocar as coisas no lugar. Um privilégio absurdo e injusto com todos os outros times e torcidas, já que o Estatuto do Torcedor indica que o adiamento de uma partida deve ser feito até 10 dias antes da data anteriormente estipulada, coisa que não ocorreu. São medidas como essa que tiram a idoneidade da CBF, instituição que já tem um histórico repleto de escândalos. Não existe justificativa para esse adiamento e consequentemente para esse tempo concedido para uma reorganização da equipe flamenguista.

Em casos piores do que esse a CBF não interviu em favor dos clubes. Um exemplo é em 2011 quando o América MG jogaria com o Santos na quarta, mesmo dia do jogo entre (que coincidência!) Atlético X Flamengo. Como queria usar a Arena do Jacaré, o América solicitou que sua partida fosse disputada na quinta e a resposta da Confederação foi um sonoro não, para atender desejos da TV paga. Como resultado o time mineiro foi obrigado a mandar seu jogo em Uberlândia. Bem diferente do que aconteceu esse ano em situação bastante parecida.


Virgílio Elísio
Como possui torcida imensa, o Flamengo poderia jogar até em Manaus que teria retorno em questão de público. Se a questão é a viagem porque então não jogar em Macaé? Foi lá que em 2011 o time carioca conquistou a vaga na Libertadores ao vencer o Inter pela 37ª rodada. Não há argumento, esse adiamento prova mais uma vez que existem equipes extremamente privilegiadas no futebol brasileiro, o que cria uma desigualdade injusta e corrupta. Já não basta receber cotas e patrocínios maiores, ainda existe a CBF para ajudar clubes como o Flamengo em momentos delicados. O rubro negro, por sinal, ficou tão satisfeito que em seu site publicou uma nota parabenizando o Diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, por tomar essa decisão.

O Mais Querido do Brasil (inclusive da CBF) conseguiu esse privilégio e são por essas e outras que o futebol brasileiro parece sempre caminhar para trás. A nova data já foi marcada para 26 de setembro em (pasmen!) Volta Redonda. Mas e a mudança de atitude da CBF em casos como esses, quando vai acontecer?

domingo, 29 de julho de 2012

Valeu mais do que um ponto

Por Pedro Lucas Amim


Antes do jogo contra o Fluminense na tarde deste domingo pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético vinha de uma sequência impressionante de 7 vitórias consecutivas. Somado a esse recente retrospecto, o bom futebol apresentado pela equipe alvinegra nas 12 rodadas iniciais do campeonato credenciava o líder da competição a buscar mais 3 pontos importantíssimos.


Mas do outro lado havia uma grande equipe, o Fluminense de Fred e Deco, que briga com Galo e Vasco pela liderança do torneio. Por isso somar pontos nessa partida era essencial para a caminhada atleticana em busca do bicampeonato, não só pela dificuldade do jogo mas principalmente pelo fato do tricolor ser um concorrente direto ao caneco.


Seguindo o ditado popular "em time que está ganhando não se mexe" Cuca foi para a partida no Engenhão com o mesmo esquema de sempre. Júnior César mais defensivo na esquerda com Bernard avançando por esse lado, enquanto na direita Marcos Rocha subia mais ao ataque sendo auxiliado por Danilinho na marcação. Logo no começo do jogo a proposta atleticana já era clara: explorar os contra ataques rápidos e não se expor ao talentoso sistema ofensivo do Fluminense composto por Fred, Deco, um sonolento Thiago Neves, Wellington Nem e Carlinhos. O lateral esquerdo tricolor por sinal foi uma arma ofensiva bastante acionada durante toda a partida devendo-se ao fato de que Abel Braga colocara Wallace na direita com a função de impedir as investidas de Bernard. Com isso, o Flu ficou muito previsível além de Nem e Thiago Neves não estarem bem no jogo. Apesar da ineficiência carioca o Atlético teve seus méritos na partida. Jogando fora de casa o Galo se mostrou mais uma vez um time mais equilibrado e consciente em campo do que os donos da casa

Os jogadores foram para o vestiário e na volta pro segundo tempo pouca coisa se modificou. O time carioca até ensaiou uma blitz no início da segunda etapa mas a qualidade da marcação e do toque de bola atleticano neutralizaram o time anfitrião. O tempo passava e a partida ficava cada vez mais controlada pelos alvinegros. A sensação era de que os mineiros dariam o bote a qualquer momento pois o Fluminense já era uma equipe esgotada fisicamente. 


O empate era bom para o Galo e péssimo para o Flu e o tempo se esvaía quando o tricolor em um ataque quase que desesperado conseguiu o gol salvador aos 43 minutos. Mas como em um típico jogo de Brasileirão lá estava a arbitragem atrapalhada que invalidou o gol legal marcado por Fred. Sendo assim, o jogo terminou sem gols, 0x0. O Galo não só somou um ponto como manteve a distância para o Fluminense impedindo que os cariocas somassem mais dois pontos.


Porém, ficam alguns questionamentos. Em um lance capital, em um momento chave da partida, o Fluminense foi sim prejudicado, e aí é que entram as grandes questões: Onde estaria Alexandre Kalil nesse instante para comentar a arbitragem? Porque o mandatário atleticano não nos brinda mais uma vez com seus discursos inconsequentes e destemperados? 


Porque Kalil anda tão calado?


Talvez seja porque agora ele esteja trabalhando e falando menos besteiras e por isso tenha montado um time forte como o Atlético de 2012. Em virtude disso, o time alvinegro vem muito bem no campeonato e se continuar com a força que vem demonstrando é um grande candidato a levar o título, mesmo que em alguns jogos a arbitragem favoreça ou prejudique a equipe mineira.

domingo, 15 de julho de 2012

Ladeira abaixo

Por Pedro Lucas Amim


Com atuação pífia na tarde de hoje o Cruzeiro decepcionou sua torcida mais uma vez dentro de casa e terminou o jogo sem pontuar pela terceira vez seguida no Campeonato Brasileiro. A derrota por 3x1 para o Grêmio instala um clima instável na equipe celeste e pressiona o treinador Celso Roth, que terá que se desdobrar para conseguir um bom resultado na próxima rodada em jogo contra a Portuguesa fora de casa.
Mesmo com a estreia do atacante Borges o time celeste não soube aproveitar o mando de campo e não impôs seu ritmo no jogo . Com dois laterais frágeis na marcação o Cruzeiro não conseguiu frear o ímpeto gremista nos contra ataques. O time tricolor, por sinal, entrou na partida com essa proposta de explorar os contra golpes, que seriam construídos a partir da velocidade de seus dois laterais, Tony e Pará, e da boa saída de bola do meio campo que contava com o ex-santista e estreante Elano além de Zé Roberto, Souza e Fernando.


Nos primeiros minutos do jogo o que pode ser observado foi um Cruzeiro tentando furar o bom posicionamento e a forte marcação do time do Grêmio. O time estrelado até conseguiu chegar com certo perigo ao gol de Marcelo Grohe com boa cabeçada do estreante Borges mas nada além disso. Com o jogo extremamente truncado a equipe de Luxemburgo soube dar o bote no momento certo, e na primeira oportunidade de gol o ex-cruzeirense Marcelo Moreno testou a bola vinda de um cruzamento feito por Elano para o fundo das redes aos 25 minutos. Para piorar a situação de Celso Roth, logo em seguida, em mais uma jogada pelo lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, o Grêmio fez o segundo em novo apagão da zaga cruzeirense. Kleber também ex-cruzeiro colocou pra dentro e decretou o 2x0 aos 28 minutos da etapa inicial. A partir daí ficou claro que o 4-3-1-2 de Roth não funcionava e que as laterais cruzeirenses eram nulas ofensivamente e principalmente defensivamente. 


Everton, muito vaiado pelo torcedor, fazia uma péssima apresentação, porém devemos pontuar que a lateral esquerda não é sua posição de origem. Será que não é a vez de Roth testar Gilson na equipe? Montillo também não estava em tarde inspirada por jogar bastante isolado e sobrecarregado e muito em função disso os atacantes não conseguiram demonstrar bom futebol. 



Na volta pra etapa final o Cruzeiro, mesmo com um jogador a mais devido a expulsão de Werley aos 44 do primeiro tempo, não teve tranquilidade e qualidade para controlar a partida. Souza substituiu Everton e o volante Marcelo Oliveira passou a cair pela esquerda. Com poucos minutos de segundo tempo Roth demonstrou sua insatisfação com os laterais e sacou Diego Renan para a entrada do atacante Fabinho. 


As mudanças não surtiram efeito e o time gremista comandado por Luxemburgo, que colocou Vilson no lugar de Kleber para recompor sua defesa, soube tocar bem a bola e segurar o ímpeto cruzeirense que atacava de forma desordenada. Com apenas Marcelo Moreno adiantado o Grêmio parecia esperar uma chance de contra ataque para definir a partida e foi exatamente isso que aconteceu. Em grande lance do volante Souza pela esquerda, Moreno recebeu dentro da área e teve a tranquilidade e a categoria para colocar o tricolor tranquilo no jogo, 3x0 e vitória consolidada aos 20 da etapa final. Depois desse balde de água fria, o Cruzeiro passou a jogar totalmente desfigurado e sem uma disposição tática bem definida. E a partir de um escanteio na direita conseguiu pênalti no final da partida cobrado e convertido por Wellington Paulista. O gol de nada adiantou e o time deixou o campo sob fortes vaias dos poucos torcedores que esperaram o apito final para deixar o estádio.


Essa sequência de derrotas do Cruzeiro serve para mostrar para Celso Roth e para torcida que o time celeste é sim muito limitado. Acredito que a preocupação com a defesa deve ser redobrada e que os laterais sejam melhores escolhidos pelo treinador. Diego Renan não vem se apresentando bem há muito tempo e Everton é volante de origem. O campeonato é longo e o time ainda pode se recuperar, mas se a reação não começar contra a Lusa no Canindé na próxima quarta feira, o torcedor cruzeirense terá de se contentar em comemorar permanência na Primeira Divisão assim como fez em 2011.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Galo na ponta

Por Pedro Lucas Amim


O Atlético fez o dever de casa e venceu mais uma no Brasileirão, 2x0 diante da Portuguesa no jogo que marcou a estreia do goleiro Victor com a camisa alvinegra. Apesar de não ter se apresentado muito bem, aproveitou as oportunidades que teve e segurou a vitória, se mantendo na liderança do campeonato pela segunda rodada consecutiva.

Primeiro tempo movimentado


A partida começou com um Atlético agressivo, partindo pra cima. Nos primeiros 10 minutos a equipe mineira imprimiu um ritmo forte em busca do gol mas o time paulista soube se segurar. Passados os 10 minutos do “abafa” atleticano, o que se viu no primeiro tempo foi uma Portuguesa com mais volume de jogo e criando mais chances pra marcar. Moisés aparecia bem no meio campo e Ananias levava perigo com sua velocidade e explosão física. O jogo estava muito equilibrado e o Galo não conseguia sair da marcação da Lusa, porém ironicamente nesse momento da partida o Atlético abriu o placar. Marcos Rocha aproveitou falha do veterano goleiro Dida e com um belo chute fez  1x0 aos 24 minutos.  


Depois do gol, a equipe do Canindé não se assustou e começou a tomar conta da partida. Tinha mais posse de bola e trocava mais passes no meio campo, chegando com perigo diversas vezes. Foi nesse momento do jogo que Victor mostrou porque já defendeu a Seleção Brasileira. Fez defesas milagrosas como na cabeçada de André Luiz aos 45 minutos. Por muito pouco o time paulista não empatou, e até mesmo de uma forma injusta, voltou pro vestiário com um placar adverso.  

Futebol é bola na rede e Galo mata o jogo

O Atlético sabia que tinha que melhorar e Cuca voltou para o segundo tempo com Bernard e Danilinho marcando nos lados do campo. Jô, que jogava isolado no primeiro tempo, teve na segunda etapa a companhia de Ronaldinho que começou a encostar mais no centroavante alvinegro. Tais mudanças táticas surtiram um efeito e o Galo voltou melhor no segundo tempo. A Portuguesa continuava no ataque mas não chegava de forma tão incisiva como fez nos 20 minutos finais da 1ª etapa. E logo aos 7 minutos aconteceu tudo que o atleticano queria. Ronaldinho cobrou falta e em nova falha do goleiro Dida, que rebateu uma bola fácil, Leonardo Silva, em posição de impedimento, foi oportunista e ampliou a vantagem alvinegra.  Aí sim a Portuguesa sentiu o golpe e não ofereceu mais perigo ao gol do seguro Victor. O Atlético por sua vez não forçou o jogo e levou o segundo tempo de forma tranquila “cozinhando” a partida e deixando o tempo passar.  Geninho até tentou modificar o time colocando o lateral Marcelo Cordeiro para tentar explorar o lado esquerdo mas a modificação não surtiu tanto efeito. O Galo tomou as rédeas da partida,  controlou as ações do jogo e até conseguiu levar perigo em mais 2 oportunidades com Bernard e Jô.  

Fim de jogo, mais uma vitória alvinegra (a 6ª em 8 partidas) e a liderança consolidada com os 19 pontos conquistados. A Lusa mostrou que é um bom time, mas para se manter na Primeira Divisão não pode perder oportunidades como perdeu. Já o Atlético, com um futebol eficiente, vai demonstrando que brigará pelo título, muito em função de possuir um bom elenco e ter a estrutura necessária pra manter o fôlego até o final do campeonato. Contudo o futebol deve ser melhor que o apresentado na noite de ontem, pois contra times mais decisivos talvez nem a boa zaga nem o goleiro Victor possam segurar o rojão o tempo inteiro.  

O próximo desafio do Galo é contra o Figueirense em Florianópolis e é uma boa chance do alvinegro somar mais 3 pontos na competição e se isolar de vez na liderança do campeonato.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Valeu pelos 3 pontos

Por Pedro Lucas Amim




O América venceu na última terça feira, sua 6ª partida na Série B em 8 rodadas e vai dormir líder enquanto a rodada não termina. Porém o que se viu da equipe  contra o lanterna Barueri, foi um futebol abaixo do esperado. Pra falar a verdade, o América só vem demonstrando força no campeonato quando joga em casa. Das 5 partidas disputadas fora, jogou bem apenas contra o Ceará.

O Jogo

Com um público pífio, o Barueri do técnico Estevam Soares e de jogadores conhecidos como Jobson, Marcelinho Paraíba e Ronaldo Angelim, mostrou porque ocupa a lanterna do campeonato. É um time sem conjunto, displicente e que se continuar nesse ritmo é candidatíssimo ao rebaixamento. Já o América, mais uma vez, foi extremamente defensivo ao jogar fora de seus domínios. Givanildo Oliveira continua insistindo em jogadores que não vem rendendo a tempos, como Fábio Jr. e Bryan. Na primeira etapa a equipe americana não conseguiu trocar mais do que 5 passes com um meio campo totalmente desfigurado. Talvez isso tenha sido reflexo da ausência de Gilberto, suspenso por cartão amarelo e que deu lugar a Thiaguinho que não jogou bem.

O segundo tempo começou e nada mudou. Givanildo não modificou o time e o América continuou acuado, com o Barueri mantendo a posse de bola, mas sem levar muito perigo. Porém aos poucos o time verde negro começou a colocar a bola no chão e com 5 minutos de lucidez surgiu uma boa chance para o gol. Falta na entrada da área cobrada por Rodriguinho para Bryan, que escorou de cabeça para a finalização de Thiaguinho. Gol chorado e o placar apontava América 1x0 aos 14 minutos. A partir daí foi só sofrimento para os torcedores americanos. Marcelinho Paraíba levava perigo nas bolas paradas obrigando Neneca a fazer boas defesas. O time mineiro não tinha contra ataque porque Fábio Jr. não conseguia sequer dominar uma bola no ataque, muito em razão do meio campo que não saía jogando com rapidez. Além disso, os laterais estavam presos na defesa por orientação clara do treinador. Entraram Agenor e Alessandro em campo e tudo continuou da mesma forma até porque Givanildo, inexplicavelmente manteve Fábio Jr no time.


Apesar dos contratempos o Coelho conseguiu segurar a vitória até o final faturando 3 pontos fundamentais. Agora, dos 64 pontos necessários para o acesso o América tem 19 restando 30 jogos.

O próximo compromisso é dia 07/07 no Estádio Indepêndencia contra o Atlético PR que não vem bem na competição, mas mesmo assim é uma parada torta, ainda mais se o time de Givanildo Oliveira repetir a fraquíssima apresentação de anteontem.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

UEFA Euro 2012: 1ª fase sem grandes surpresas e anfitriões dão adeus a competição

por Pedro Lucas Amim





Depois de 32 jogos e muita emoção, a primeira fase da Eurocopa terminou sem grandes surpresas.  De surprendente mesmo, apenas a eliminação da Rússia na última rodada e a péssima campanha da irreconhecível Holanda, vice-campeã mundial na África do Sul em 2010. Quem também lamentou bastante foram ucranianos e poloneses, que acabaram vendo suas seleções sucumbirem dentro de casa. Em geral tudo correu como a maioria já previa, já que as seleções mais fortes passaram. Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Portugal e Espanha estão garantidas nas quartas de finais, que também terão a presença de Grécia e República Tcheca.
Um dado curioso é que nesta Euro não tivemos o desprazer de acompanhar nenhum 0x0. O futebol praticado até aqui é de muito toque de bola e eficiência tática. É difícil ver uma seleção que jogue na base do chutão e não saiba sair jogando da defesa para o ataque passando pelo meio de campo. Em contrapartida, é bom observar que, exceção feita à Alemanha, nenhuma seleção nos fez suspirar com um grande futebol, nem mesmo a tão festejada Espanha comandada por Xavi e Iniesta.
Das 16 seleções que iniciaram a competição, restaram as oito citadas acima, mas qual foi a história de cada grupo?

GRUPO A

O grupo A era teoricamente o mais fraco, e tinha como favorita à classificação a seleção russa liderada por Arshavin. Este também era o grupo em que se encontrava a anfitriã Polônia, de Lewandowski, ao lado da Grécia, de Karagounis, e da República Tcheca, de Petr Cech.  Os donos da casa decepcionaram, se despediram com dois empates e uma derrota e um futebol bem abaixo do que se espera de um time com o apoio de sua torcida e com um elenco composto por bons jogadores como Szczesny, Piszczek, Blaszczykowski e é claro, Lewandowski. Os gregos aprontaram mais uma vez, relembrando 2004, e se classificaram ao bater a Rússia na última rodada se beneficiando do regulamento, que prevê como primeiro critério de desempate o confronto direto, e não o saldo de gols. Rússia e República Tcheca, que se enfrentaram na primeira rodada com um chocolate russo por 4x1, fizeram valer o ditado “Quem ri por último, ri melhor”. No final, quem riu foi a República Tcheca, que se recuperou, venceu as 2 partidas restantes e terminou como campeã da chave, presenciando a agonia dos russos que caíram para os gregos.

GRUPO B

Se havia algum grupo que poderia ser tratado como mais complicado que os demais, esse era o Grupo B, formado por Alemanha, Dinamarca, Holanda e Portugal.  Quem se viu acuada nesse cenário foi a seleção dinamarquesa, que lutou muito e até conseguiu vencer na estréia, mas acabou sendo eliminada. Porém quem pode chamar esse grupo de “Grupo da Morte”, é a Holanda. Os laranjas amargaram três derrotas e deixaram a competição sem marcar ao menos um ponto, decepcionando todos que apontavam a seleção dos astros Robben, Sneidjer e Van Persie como favorita ao título. Quem se fez valer do favoritismo foi a Alemanha comandada pelo excelente Joachim Löw, que não tomou conhecimento de nenhum adversário, vencendo todos os seus jogos e sendo a única seleção do torneio a possuir 100% de aproveitamento, demonstrando um futebol eficiente e bonito.  A outra seleção classificada foi a lusitana, comandada pelo super astro Cristiano Ronaldo, que após atuações apagadas que suscitaram muitas críticas nas duas primeiras rodadas, desencantou e decidiu na rodada derradeira. Portugal venceu Holanda e Dinamarca sem praticar um futebol encantador, mas terminou a fase de grupos com méritos indiscutíveis em sua classificação.



GRUPO C


Outro grupo forte era o C. Nada mais nada menos que as duas últimas vencedoras da Copa do Mundo, Espanha e Itália, formavam a chave ao lado da boa seleção croata e da frágil seleção irlandesa. O time da Irlanda, por sinal, só pode se orgulhar da festa maravilhosa proporcionada por sua torcida que não desanimou mesmo com os três reveses e o fraquíssimo futebol apresentado na primeira fase. Outra decepção foi a Espanha, que mesmo passando em primeiro lugar no grupo não mostrou nada brilhante e passou por sufoco incrível contra a Croácia na última rodada, sendo

beneficiada pelo árbitro, que não marcou pênalti claríssimo de Busquets sobre Corluka, quando o placar ainda apontava 0x0. Pouco depois, Jesus Navas marcou o gol da vitória espanhola, eliminando a Croácia que surpreendeu positivamente e não beliscou a vaga por um pouco de azar e deficiências técnica em alguns setores, além, é claro, da arbitragem citada anteriormente. Já a Itália jogou o esperado. Com um futebol pragmático e nada vistoso o time do goleiro Buffon só venceu na terceira rodada, mas provou que superou o fracasso na África em 2010 fazendo valer o peso da sua camisa, e é o tipo de seleção que nunca deve ser menosprezada.


GRUPO D

O grupo D apresentava outra briga de gente grande. A Ucrânia, jogando ao lado de sua torcida e com o veterano Shevchenko no elenco, deu sinais de que daria trabalho, ao vencer a Suécia na estréia, mas decepcionou perdendo as duas partidas restantes. Todavia, é importante ressaltar que os ucranianos, assim como os croatas, foram prejudicados pela arbitragem, que na última rodada, contra a Inglaterra, alegou que a bola de Devic, cortada por John Terry após cruzar a linha de gol, não entrou. A bola entrou e todo mundo viu, exceto os 5 árbitros de campo, com destaque para o auxiliar posicionado ao lado do gol, e que, na verdade, parece nada mais do que um enfeite em campo. Arbitragem de lado, o grupo D contava ainda com a forte seleção francesa e a medíocre seleção sueca, que é totalmente dependente do craque do Milan Zlatan Ibrahimovic e que, na última rodada, já desclassificada, conseguiu um único feito marcante no torneio, que foi quebrar a invencibilidade de 24 jogos dos franceses. Dos classificados França e Inglaterra, um futebol eficiente pode ser visto. Apesar da derrota francesa no último compromisso, os bleus foram o time que se mostrou mais forte no grupo, com um toque de bola envolvente e um ataque talentoso, com Ribery, Benzema e Nasri.  A Inglaterra sofreu com a ausência de Rooney nas 2 primeiras rodadas, mas teve nos pés de Gerrard o toque de qualidade e a confiança necessária para conquistar bons resultados. Porém, acredito que o time inglês sofre com deficiências técnicas em setores importantes, e não apostaria minhas fichas no English Team para a conquista do título. Mas afirmo, se os ingleses levarem a Euro 2012 para casa, não será nada anormal, pois apesar de tudo, são eles os inventores do esporte, e possuem bastante tradição.
Depois da agitada primeira fase, os confrontos das quartas ficaram definidos da seguinte maneira:


República Tcheca x Portugal, no Estádio Nacional Varsóvia, dia 21/06;
Alemanha x Grécia, na Arena Gdansk, dia 22/06;
Espanha x França, na Donbass Arena, dia 23/06;
Inglaterra x Itália, no Estádio Olímpico de Kiev, dia 24/06.


   Após a excelente primeira fase, a partir de agora se inicia um novo campeonato. Todos os confrontos prometem, e provavelmente serão disputadíssimos. Muitas surpresas podem acontecer, mas a certeza que fica é que, daqui pra frente, presenciaremos jogos ainda melhores e quem conseguir sobreviver terá muitos motivos para comemorar a vitória neste torneio, que é praticamente uma mini Copa do Mundo.