Quem resolveu abdicar da folia nesta noite de feriado e assistir ao jogo entre Botafogo e Cruzeiro teve grandes emoções, apesar do começo de jogo não ter sido muito promissor. Brilhou a estrela de Celso Roth. Pela primeira vez desde a chegada do treinador a equipe conseguiu balançar as redes, e fez melhor, em apenas 6 minutos virou o placar adverso de 2 a 0 em cima do alvinegro carioca. Pelo primeiro tempo realizado pela esquipe mineira uma reação era improvável, mas algumas mudanças foram cruciais para mudar a cara do jogo.
Os cruzeirenses que sacrificaram sua noitada de feriado para assistir ao confronto estavam completamente arrependidos ao final da primeira etapa. Com dificuldade no último passe, Wellington Paulista ficava mais solitário no ataque do que a estrela no escudo do alvinegro carioca, e Montillo não estava conseguindo armar.
O Botafogo mandou nos primeiros 45 min da partida finalizando 8 vezes contra apenas uma do time celeste. Vitor Júnior cumpria um papel essencial na partida e quase todas as jogadas de perigo do Botafogo saiam de seus pés, foi dele inclusive o cruzamento no escanteio que abriu o placar no Engenhão e casquinhou na careca de Amaral. Levando muito perigo com os chutes de fora área, Vitor Júnior se movimentou muito bem e levava perigo com chutes de longa distância e assistências para os companheiros.
O Cruzeiro não surpreendia continuava a apático sem criar chances. O esquema de jogo com quatro volantes (Charles, Amaral, Tinga e Souza) deixou a equipe muito defensiva e com pouca mobilidade. Montillo foi facilmente anulado, por se tratar da única peça que se movimentava com mais frequência no meio de campo de Cruzeiro.
No entanto, os torcedores mais persistentes que ficaram para assistir o segundo tempo foram recompensados. A estrela de Celso Roth brilhou, com uma visão de jogo muito interessante, o treinador sacou Souza e promoveu a estreia de Fabinho, atacante, recém contratado ao Guarani de Campinas. A substituição mudou o jeito de jogar do Cruzeiro, já que o Fabinho caia bem pelos flancos e conduzia a bola sendo um facilitador ofensivo para a equipe. Caindo pela ponta direita a substituição conseguiu anular também as investidas do lateral botafoguense Márcio Azevedo, que eram muito perigosas.
Celso Roth parece ter dado um jeito no sistema defensivo do Cruzeiro, que agora, aparenta estar com as laterais bem mais protegidas do que na gestão de Mancini. Diego Renan muito mais atento e dedicado à marcação e Marcelo Oliveira com subidas pontuais.
Após as substituições, foi uma verdadeira pressão do time celeste. O Cruzeiro criava jogadas e encurralava o Botafogo, porém numa belíssima enfiada de Vitor Júnior para Herrera, que vive uma ótima fase, conseguiu marcar o segundo gol. O jogo parecia estar sacramentado, até que Celso Roth resolve mexer no time novamente e muda mais uma vez a cara do jogo. Everton entrou no lugar de Marcelo Oliveira por apresentar melhores características ofensivas e Tinga deu lugar a Anselmo Ramón.
A estrela do treinador gaúcho brilhou. Amaral ficou bem recuado e ao lado de Charles, mantiveram uma certa segurança na cabeça de área do Cruzeiro. Num escanteio em um chute do zagueiro Matheus, Anselmo Ramón desvia de cabeça e marca o primeiro gol do time no Brasileirão. Foi mais rápido que a reposição daquela gandula para o Maicosuel no Campeonato Carioca. O Cruzeiro fez uma blitz no alvinegro carioca que não suportou a pressão. Em um cruzamento de Anselmo Ramón na medida para Everton testar de cabeça, o Cruzeiro empatou. A virada não demorou em um pênalti, que para mim não existiu, já que foi um contado normal entre o goleiro botafoguense e Montillo. Wellington Linguiça (apelido que meu pai deu carinhosamente ao Paulista) converteu a penalidade e concluiu a virada que parecia improvável.

O Botafogo continuou pressionando mas não teve forças para empatar a partida. O próximo compromisso do Cruzeiro é domingo, às 18h30, em Varginha, contra o Sport do Vagner Mancini, que tá mordido e deve querer mostrar as garras contra o clube que o demitiu. O Fogão joga fora, no mesmo dia e horário, no estado dos Aflitos, contra o Náutico.



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